CAE: Edifício construído de raiz pelo Ministério da Educação está fechado há 4 anos

CAE: Edifício construído de raiz pelo Ministério da Educação está fechado há 4 anos

O edifício construído de raiz em 1999 e usado durante sete anos pelo antigo Centro da Área Educativa do Oeste (CAE), em Torres Vedras, está fechado há quatro anos, depois da extinção do organismo regional pelo Ministério da Educação.

“Lamento que o edifício não esteja aproveitado, que se tenha esbanjado dinheiro e que a Equipa de Apoio às Escolas do Oeste esteja mal instalada em contentores na escola secundária Henriques Nogueira”, disse à Lusa Joaquim Farto, coordenador do CAE em 1999, quando as instalações foram inauguradas.

O Ministério da Educação construiu um edifício em Torres Vedras  para um organismo (CAE Oeste) que acabou por ser extinto. Desde há quatro anos que está desocupado e fechado. A autarquia diz que tem contactado o ministério de Isabel Alçada para poder adquirir o espaço, mas garante que ainda não recebeu resposta.

O edifício está a degradar-se“, conta uma responsável do gabinete de comunicação da câmara municipal, Andreia Correia. “As instalações até já foram vandalizadas e roubadas”.

Situado na Rua Creche do Povo, numa zona de escolas, o prédio é conhecido no município como “CAE Oeste”, por ter sido utilizado pelo Centro de Área Educativa (CAE) do Oeste durante sete anos.

O autarca Carlos Miguel sublinhou que várias entidades sediadas na cidade e a própria autarquia já fizeram propostas de aluguer ou aquisição do imóvel ao Estado, mas que nunca foram viabilizadas.

Fechado há quatro anos desde que foi extinto o CAE Oeste, o edifício “está a degradar-se”, afirmou na última sessão de câmara o presidente da câmara de Torres Vedras, Carlos Miguel.

Construído num terreno cedido pelo município por quase um milhão de euros, o edifício com três pisos (um deles semi subterrâneo) e paredes amovíveis para passar a albergar o CAE Oeste, cujos serviços estavam até aí a funcionar em cinco imóveis diferentes.

“Estávamos em vários espaços alugados e pagávamos uma renda de cinco mil euros”, recordou Jorge Ralha, coordenador do CAE Oeste até 1998 (quem acompanhou a elaboração do projeto de arquitetura) e vereador da educação da câmara de Torres Vedras entre 98 e 2005. “Até à construção do novo edifício da câmara na avenida 5 de Outubro, era o melhor edifício da administração pública em Torres Vedras”, sublinhou.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação respondeu que “está a estudar a cedência do edifício à câmara de Torres Vedras”, mas o presidente Carlos Miguel disse que a autarquia já não está interessada no imóvel.

Destak/Publico/Lusa

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